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A COMUNICAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA…

Abril 22, 2008

A COMUNICAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA E O CONFLITO DE GERAÇÕES

A adolescência é a fase da vida em que se descobre que é possível ser “eu”. Durante a infância papai e mamãe escolhiam qual seria a cor para pintar a florzinha, onde encaixar o “lego”, as roupas, calçados e até o sabor da sopinha do dia.

Nessa nova fase, o adolescente se vê reformulando as experiências e os ensinamentos da infância. O que aprendera até aqui será individualizado, ajudando-o a formar uma identidade pessoal.

Com o fim da infância, surge o aprendizado em tomar decisões que vão desde a cor do casaco que querem usar para ir para a igreja até o corte de cabelo “estiloso”. O desafio para ter e manter o diálogo torna-se para muitos pais quase que um Golias a ser derrubado todos os dias.

A não aceitação dos pais nas escolhas feitas pelo adolescente soa como desinteresse e desafeto. Já os pais vêem a recém descoberta do poder de tomar decisão como rebeldia ou na melhor das hipóteses como implicância ou ainda deficiência no caráter por não ceder ao apelo desesperado para que se use tons pastéis no culto dominical.

A comunicação se torna ainda mais difícil quando os pais se deparam com palavras até então desconhecidas e que se quer podem ser encontradas no dicionário. Faça um teste e tente encontrar o sinônimo de algumas: ACHAR-SE, BÁSICO, BELEZA, BLOGAR, BLOGUSO, BOMBAR, BOTAR NA FITA, CAÔ, CHURRAS, DA HORA, DEMOROU, DIBOB, EMO.

Bem, se você começou a lista, por achar a si mesmo, fundamental, formosura etc, isso significa que entre você e seu filho adolescente há um abismo enorme na comunicação. Anote ai essas palavrinhas para o seu próximo papo com a galera. ACHAR-SE: Vangloriar-se, gabar-se. BÁSICO: simples, sem luxo. BELEZA: forma de saudação equivalente a como vai? BLOGAR: participar de um blog. BLOGUSO: linguajar dos participantes de um blog. BOMBAR: fazer sucesso, ser popular, ser maravilhoso. BOTAR NA FITA: Colocar alguém em uma situação favorável. CAÔ: mentira. CHURRAS: churrasco. DA HORA: de boa qualidade. DEMOROU: expressa satisfação, alegria. DIBOB: de bobeira, à toa. EMO: emocional. A lista é extensa, mas “trocando idéia” com seu adolescente você vai se inteirando das demais palavras.

A Bíblia nos ensina como devemos estar atentos na transição das gerações. O profeta Joel respeita a diferença entre jovens e velhos - velhos sonharão, enquanto jovens terão visões - Jl 2:28. O apóstolo João também faz menção dessa transição - os pais já tem um caminho percorrido com o Senhor (conheceis… desde o princípio), enquanto os jovens estão tendo em seus dias atuais essa experiência (tendes vencido…) - 1 Jo 2:14.

Ao contrário do que conceito humanista e mundano, as diferenças nas gerações não podem e não devem dar lugar à rebeldia por parte dos adolescentes e muito menos indiferença e menosprezo por parte do pais/ adultos. As Escrituras garatem um ponto de convergência nas gerações - “…ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais…” - Ml 4:6.

Preciosos pais, sejamos sensíveis como Ana e Elcana, que ano após ano, subiam ao templo levando roupa nova para Samuel. Não obriguemos nossos filhos a permanecerem com “os trajes da infância”, uma vez que estes não lhes cabe mais. Exigir submissão de um bebê a um adolescente é sem dúvida provocar à ira - Ef 6:4.

Nossos filhos crescem e crescem rápido. Respeitemos e louvemos a Deus pelo seu crescimento e sejamos instrumentos para prover o que eles necessitam para não andarem despidos nessa geração.

Preciosos adolescentes, sejamos humildes para beber da experiência dos adultos. Galera - vamos lembrar que inteligente é aquele que ouve a instrução do pai - Pv 15.20.

Com amor,

Pra. Edilian

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O ADOLESCENTE E SUA AUTO IMAGEM

Abril 19, 2008

“Porque, como imagina em sua alma,

assim ele é…” Pv 23.7a

A adolescência é sem dúvida a fase das nossas vidas em que mais estamos diante do espelho.

O adolescente vai ao espelho para apreender as muitas, constantes e rápidas transformações pelas quais está passando.

Coloca-se também diante do espelho porque tem necessidade de reconhecimento do outro, seja este no seio familiar, em seu circulo de amizades ou no contato mesmo que distante com outros adolescentes.

De maneira que as transformações surgem das relações e do reconhecimento do outro. Entender a dinâmica desse processo é essencial para ajudarmos nossos adolescentes.

Ao se olhar no espelho, o adolescente não encontra mais o corpo infantil, tão pouco encontra o amor incondicional por meio do qual os pais aprovavam a imagem e as condutas do bebê.

A relação muda, os pais esperam algo do adolescente e este está em busca de descobrir o que.

O fim da infância e o inicio da adolescência, implica na procura de um valor e de satisfações. Amar o adolescente é a melhor maneira de ajudá-lo.

Amor e aceitação são instrumentos para clarificar não apenas a imagem refletida no espelho, mas as imagens simbólicas, imaginárias, muitas delas distorcidas por padrões equivocados de beleza e aceitação desta era.

Como pais de adolescentes ou adultos em nossa igreja, sejamos canais de reconhecimento, amor e aceitação para nossos adolescentes.

Com amor,

Pra. Edilian Arrais

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ADOLESCÊNCIA – UM PRESENTE DE DEUS

Abril 18, 2008

Embora a Bíblia cite a juventude (Jó 20.21; Jó 33.25; Ec 11.9,10; Mc 10.20; Lc 18.21), bem como faz referência a Jesus no Templo aos 12 anos, não encontramos nenhuma menção da palavra adolescência nas Escrituras.

Essa ausência muito provavelmente se deve ao fato da palavra adolescência ter surgido apenas no final do século XIII, designando os anos posteriores à infância, ou seja, dos 12 aos 18 anos para meninas e dos 14 aos 20 anos para meninos.

A partir da metade século XVIII, conceitos como adolescência e juventude começaram a se consolidar devido aos avanços da pedagogia, medicina e filosofia.

A adolescência para muitos pais é sinônimo de rebeldia e desafeto e para os próprios adolescentes sinônimo de insegurança e muito conflito.

Pais cristãos não estão fora das estatísticas de pais preocupados, estressados e angustiados com seus filhos adolescentes.

C. S. Lewis (Cartas a uma senhora americana. São Paulo: Vida, 2006) escreveu a uma mãe igualmente preocupada: “os únicos lares ‘normais’ são aqueles que não conhecemos bem, assim como as únicas montanhas azuis são as que ficam a mais de 10 quilômetros de distância”.

É fato! Assim que a infância se encerra e surge o adolescente a família deixa de ser ‘normal’.

Muitos pais na igreja costumam olhar para outras famílias cujos adolescentes quase sempre ‘parecem’ bem ajustados, carregando sobre si a grande dúvida – onde errei?

Ocorre que não há adolescentes bem ajustados, uma vez que a própria adolescência é um momento de desajustar e ajustar sucessivas vezes.

Contudo em meio a desajustes e ajustes, no ir e vir, no desafinar e afinar é preciso que pais e demais adultos na igreja percebam a adolescência como um maravilhoso presente de Deus.

Dizia a conhecida propaganda de produtos para bebês: ‘quando nasce um bebê, nasce também uma mãe’. Há muita verdade nessa frase de markenting.

De fato, ninguém nasce pai ou mãe, antes o pai e a mãe surgem quando nos deparamos com o cuidado que temos que dispensar ao maravilhoso presente que recebemos de Deus ‘embrulhado’ por fralda e macacãozinho. A alegria pelo belo presente se mescla aos questionamentos de como daremos conta das necessidades físicas e emocionais do pequeno ser.

Pois bem, quando ‘nasce’ um adolescente, nasce também os pais do adolescente. E de igual maneira há temor, angústia, insegurança e muitos, muitos questionamentos em como suprir as necessidades emocionais do adolescente, que, diga-se de passagem, não são poucas.

Os pais que já estavam peritos em identificar o choro de fome, de dor e de desconforto do bebê, agora se angustiam com um crescimento em nada silencioso do adolescente.

Essa é fase que o indivíduo descobre a autonomia e se desequilibra facilmente com essa nova descoberta. Os adolescentes querem se fazer ouvir e para consegui-lo usam os mais diferentes artifícios — choram, gritam, batem a porta do quarto, externam seu gosto pela música em alto e bom som, manifestam de maneira gritante suas preferências por roupas e programas de fim de semana.

Todavia, em meio a aparente desordem causada pelo adolescer é importante que os pais se percebam também crescendo, amadurecendo, desenvolvendo o potencial de excelentes discipuladores. E é aqui que encontramos o maravilhoso presente de Deus para os pais de adolescentes.

Ter filhos na adolescência é ter a oportunidade singular de ser modelo, exemplo, referencial para indivíduos que estão em fase de aguçada observação e imitação.

Queridos pais de adolescentes, sigamos o conselho de 1 Pe 5.7, lancemos sobre Deus, o perfeito Pai toda a ansiedade e estresse gerados pela adolescência. Vejam-se crescendo em Deus enquanto vocês são usados por Ele no processo de adolescer dos seus filhos.

Com amor,

Pra. Edilian